Por Leandro Lisbôa
Não é de hoje que entramos na chamada
“Era da Informação”. De lá para cá, as possibilidades de se conseguir
informação aumentaram grandiosamente e as pessoas, que antes só obtinham
informações por meio do rádio e dos jornais, passaram a receber notícias também
pela televisão e, tempos depois, pela internet.
Com o início do “universo web”, o
cidadão passou a ter ‘o mundo em suas mãos’ e, dessa maneira, começou a ter
acesso a múltiplas informações em um curto espaço de tempo.
As possibilidades de um sem número de
informações de forma rápida possibilitou aos cidadãos escolher os tipos de
notícias que mais os agradavam. Assim, a função do jornalista de informar a
sociedade com notícias de relevância passou a ser modificada, devido ao rápido
envelhecimento da notícia. Era necessário produzir conteúdos para públicos com
gostos variados e interesses múltiplos, no intuito de entreter, com qualidade,
um público cada vez mais diferenciado.
Segundo Ana Carolina de Araújo Abiahy,
em seu estudo O jornalismo especializado
na sociedade da informação (2000):
“nesse estágio em que as escolhas individuais
prevalecem sobre o engajamento com a coletividade, faz sentido que a informação
procure atender às especificidades ao se dirigir aos públicos diferenciados”.
O jornalismo especializado busca
atingir públicos com gostos comuns dentro de uma sociedade com gostos múltiplos.
Esse objetivo pode ser alcançado por meio da segmentação das informações.
Ainda em seu estudo, Ana Abiahy (2000)
afirma que o jornalismo especializado é uma resposta a essa demanda por
informações direcionadas que caracteriza a formação de audiências específicas.
Jornais, revistas e até mesmo as
páginas de internet fornecem aos usuários a possibilidade de ler apenas os
assuntos que os interessam. Essa separação de conteúdos é feita por meio das
editorias. De acordo com o glossário Onze 06, editoria é a “seção especializada em determinado setor (esporte, polícia, arte,
meio ambiente etc.)”.
Para levar assuntos específicos à um
público segmentado os jornalistas podem utilizar de diversos segmentos do
jornalismo. A Revista Visões (download disponível), por exemplo, é uma publicação de cunho analítico
internacional que, para ser produzida, focou aspectos como o jornalismo
político, econômico, cultural, turismo, além do jornalismo opinativo e de
opinião. Dessa maneira, o profissional pode levar ao público um conteúdo mais
completo e aprofundado.
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