Por Leandro Lisbôa
Com as várias possibilidades de
público, ficou cada vez mais difícil escrever uma matéria que agrade a todos. Na
busca por entregar aos leitores conteúdos cada vez mais personalizados, os
jornais passaram a dividir os assuntos em editorias.
De acordo com o site Onze 06, editoria
é a seção especializada em determinado setor, como esporte, polícia, arte, meio
ambiente etc. Sendo assim, dividir um jornal, revista ou até mesmo uma página
de internet é a melhor maneira de nortear os leitores com assuntos que melhor
os agradem, pois, o próprio usuário pode clicar na guia e ler os assuntos sobre
determinado assunto.
A seguir, algumas editorias e sobre o
que elas se relacionam.
Jornalismo
Cientifico - a Nasa descobriu um novo
planeta habitável, cientistas descobriram a cura para a AIDS ou um estudante
desenvolveu um composto que utiliza nanotecnologia para tornar roupas
impermeáveis. Como noticiar isso de forma que o cidadão possa compreender?!
Esse é o papel do jornalista especializado em ciência.
No site Infoescola é possível
encontrar a seguinte definição:
o jornalismo científico é especializado em cobrir assuntos e acontecimentos
científicos. Abrange as ciências exatas, naturais e biomédicas, além da
tecnológica, arqueológica, espacial e demais campos de conhecimento acadêmico e
especializado. É similar à divulgação científica, pois, além de informar o leitor
a respeito das pesquisas e achados científicos, busca atualizar a mesma
informação constantemente, publicar debates entre os pesquisadores e fazer a
população pensar e relacionar os conhecimentos inseridos na sociedade.
Ou seja, o jornalista que trabalha com
a editoria científica é responsável por transmitir à sociedade assuntos
aparentemente complicados. Sites como o da Revista Super Interessante e da
Galileu são grandes exemplos de jornalismo científico. Neles, o leitor pode
ficar informado sobre ciência por meio de uma linguagem atraente e
descomplicada.
Jornalismo
Cultural – a editoria de cultura é
responsável por levar ao leitor assuntos voltados ao entretenimento, cursos e
afins. O repórter de cultura deve estar antenado nas atividades locais ou
nacionais em todas as artes (cinema, teatro, rádio, música, exposições etc.)
Atualmente, jornais como o DFTV
disponibilizam uma coluna onde as principais atrações na cidade.
Jornalismo
Esportivo – Com a copa do mundo o
jornalismo esportivo acabou ganhando maior destaque. Entretanto, a atuação do
repórter da editoria de cultura vai muito além do futebol. Levar a conhecimento
do leitor esportes que são pouco divulgados e esportistas que não recebem
incentivos também faz parte das atribuições do jornalista.
De acordo com o site Infoescola o
jornalista esportivo atua na cobertura de eventos esportivos, preparativos
desses eventos, atletas, clubes ,mercado esportivo e atividades físicas.
É importante lembrar que, assim como
em outras áreas, o jornalista esportivo também deve ser imparcial em relação às
informações que transmite. Bons exemplos de jornalismo esportivo são o Globo
Esporte e o Viver Sports.
Jornalismo
Econômico – comunicar o fluxo
econômico do país, apresentar a movimentação da bolsa de valores, cotação do
dólar e moedas estrangeiras são competências do jornalismo econômico. De acordo
com o site Tribos Jovens, o jornalismo econômico:
é a designação da atividade jornalística voltada para a
cobertura, interpretação e debate de temas pertinentes aos assuntos ligados à
economia, seja a micro ou a macroeconomia.
O jornalista que cobre eventos
econômicos deve ser capaz de traduzir e comunicar ao cidadão comum, da melhor
maneira possível, as informações que adquire com fontes oficiais, bem como o
Banco Central, por exemplo.
Jornalismo
Político – um assunto que nem todo
mundo se interessa, o jornalismo político é área que vai comunicar aos cidadãos
seus direitos sociais, votações de governo, períodos eleitorais, posses
presidenciais.
Jornalismo
Policial – tem como objetivo orientar
a população sobre crimes, assaltos e ações policiais. Segundo o site Infoescola:
O jornalismo policial relata crimes, condenações e
demais registros policiais e judiciais que auxiliem a sociedade a ter maior
consciência sobre o nível de segurança em sua região, na formação da opinião
pública e nas ações governamentais a respeito desses acontecimentos.
As emissoras de TV do Distrito Federal
têm direcionado um especialista em segurança para comentar acontecimentos da
cidade. Eles informam a sociedade sobre como agir em determinadas situações, quais
são os direitos, como se proteger de seqüestros relâmpagos, tudo isso em
linguagem simplificada e de fácil compreensão.
Jornalismo
empresarial – voltado para a comunicação
institucional, o jornalismo empresarial visa comunicar as ações, resultados e
conquistas da empresa. De acordo com o site Comunicação Empresarial Online:
O Jornalismo Empresarial abrange um amplo elenco de
atividades desenvolvidas em empresas e entidades com vistas à divulgação de
seus fatos e realizações. Na prática, ele compreende não apenas as ações de
relacionamento com a mídia, mas a elaboração de veículos jornalísticos para
comunicação com determinados públicos e com a sociedade em geral.
Em outras palavras, o jornalismo
empresarial está associado à assessoria de imprensa, que busca lançar o cliente
positivamente na mídia.
Jornalismo
setorial – é voltado para áreas específicas,
como turismo, comunicação infanto-juvenil. No turismo, por exemplo, aplica-se
em publicações voltadas a apresentar o local aos turistas que chegam no país.
Jornalismo
de Celebridades – voltado a entreter
o público com notícias dos artistas. Atualmente, a sociedade do espetáculo tem
investido muito no jornalismo de celebridades e, em alguns casos, nas
sub-celebridades. Não é incomum ler matérias que enaltecem participantes do Big
Brother Brasil, mulheres frutas, panicats e afins.
A verdade é que o jornalismo de
celebridades trata o leitor como acéfalo. Essa é a afirmação de Paulo Nogueira,
do site Diário do Centro do Mundo. Para ele:
O jornalismo de celebridades deseduca o leitor.
Contribui para que ele permaneça no hades da ignorância que o faz acreditar que
é importante saber que a atriz da novela das 8 está namorando com o galã da
novela das 9.
Por fim, esse tipo de jornalismo,
apesar de subjugar o leitor, acabou sendo indispensável, pois, hoje em dia, o
público é quem pede por esse tipo de informação.
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